Just One Single
Gostaria de abordar um assunto que já abordei várias vezes no passado mas nunca o fiz de forma directa no blog. A inspiração para este tema veio dos meus surfs pela net onde há pouco tempo encalhei neste blog http://justonesingle.blogspot.com/2008/03/why-cant-i-find-love.html escrito por uma americana divorciada onde ela pergunta porque é tão difícil encontrar amor, sem perceber as razões porque está sozinha desde 1999.Também eu questiono o que faz de nós, sociedade ocidental, pós baby boom, uma geração tão só e infeliz. Este problema parece ser transversal e muito parecido entre as pessoas que o atravessam. Comentários como os do filho que lhe diz que "se ela parar de procurar vai encontrar o que procura", já são clichés usados por toda a gente em jeito de consolo e incompreensão. Isto é fugir à questão.
Espanta-me o quanto materialista esta sociedade se está a tornar. Quando alguém tem um trabalho que não gosta será que é por parar de procurar outro trabalho melhor que o vai encontrar?! Dizer isto é o mesmo que dizer: "Não tenhas esperança, não ames porque vais sofrer, o amor acabou, isso era no tempo dos nossos pais, ninguém ama ninguém". Quem responde assim não é uma pessoa que sente o mesmo. Este tipo de resposta, quanto a mim é muito descabido, apenas o aplicam a questões amorosas. Existe uma justificação para isto que pode ser encontrada quiçá no comentário que me responderam em conversa. "As pessoas têm medo do compromisso". "As mulheres não gostam de rapazes com boas intenções porque têm medo do compromisso".
É mais fácil viver uma relação de um dia do que ter o trabalho e a coragem de enfrentar uma relação séria. Queremos as rosas mas não os espinhos então vamo-nos divertindo com os cravos e queixamo-nos que os cravos não cheiram tão bem como as rosas. O que nos esquecemos estupidamente é que quem ama, por vezes só quer um beijo, um abraço, um carinho ou uma atenção... ás vezes basta um olhar. O que nos esquecemos é que se tivermos um pouco de coragem para agarrar nos espinhos podemos construir uma história que mesmo que nos faça sofrer é uma oportunidade única para crescer. As pessoas que vivem intensamente um amor têm de facto boas intenções e frequentemente não querem prender o outro a uma palavra pesada chamada “compromisso”, apenas querem uma coisa simples: ser amado de volta.
Será que se uma pessoa com fome parar de procurar comida a vai encontrar? Não temos que perder a esperança ou mentir a nós próprios quanto à nossa carência, nem temos de nos tornar frios para encontrar alguém. Esta é uma forma completamente errada de abordar a questão.
É uma verdade infeliz que uma pessoa que mostre descaradamente que anda à procura de uma relação romântica tem mais dificuldade em arranja-la. Não gostamos de coisas fáceis. Digo infeliz porque mal comparado é como se só oferecêssemos comida a quem não tem fome, deixando os famintos ainda mais famintos, ou se apenas oferecêssemos oportunidades de emprego aqueles que estão empregados e deixássemos os desgraçados ainda mais desgraçados, promovendo a desigualdade social... pois bem, nós somos assim, egoístas, só damos atenção a quem a tem, normalmente não amamos porque queremos fazer de uma pessoa triste uma pessoa feliz. Nós amamos para nosso prazer, para o prazer de sermos amados. Assim como também não oferecemos emprego a alguém pelo facto de ela estar desempregada, nem acabamos com a vergonhosa fome no mundo... por isso também não andamos ai a distribuir afectos como caridade...
Há um ponto que é caricato e que faz pensar profundamente sobre o problema. As pessoas que estão sozinhas são normalmente aquelas que têm uma visão mais romântica sobre um relacionamento! De facto isto mostra que somos uns cobardes! Queremos as rosas sem os espinhos! Optamos por relações construídas na superficialidade, na imagem, no charme, no perfume da paixão carnal na esperança que possam passar a amor sem quaisquer garantias disso acontecer! Por ironia, na maior parte dos casos isso não acontece! As pessoas que colocam o instinto primário antes da amizade na fase inicial da relação normalmente também não sabem amar verdadeiramente, estão habituadas a ter tudo fácil nas relações sexuais e por isso não dão valor ao que têm. É como uma pessoa abastada que não dá importância à comida que tem no prato, pois pode ter os que quiser. Uma pessoa com falta de amor, irá estima-lo sempre que ele aparecer, pelo contrário quem tem 'muito' não o vai respeitar.
Concluo que esta geração tem muita falta de coragem de arriscar na vida, não só na parte afectiva. Acontece com extrema frequência as pessoas atirarem-se para relações seguindo os seus impulsos sexuais e afectivos sem questionar. Havendo muitas dúvidas sobre se a outra pessoa a corresponde ou apenas se quer divertir. Muita gente se queixa de não ser amada verdadeiramente, mas quando esse amor verdadeiro aparece rejeitam-no. Resumindo, andamos todos desencontrados, procuramos a excelência, pensando apenas em nós, nos nossos sentimentos e não nos sentimentos dos outros. Procuramos amor no sexo... quando amor não tem a ver com sexo.
O papel das mulheres também mudou imenso nesta geração e isso tornou-as mais independentes e com maior responsabilidade nas escolhas que fazem. Se por um lado isto lhes deu a oportunidade de não se submeterem cegamente a relações doentes também trouxe à superficie o inconstante espirito feminino que não sabe o que quer...
Há que ser subtil e não mostrar descaradamente a nossa busca. Se bem que isso é difícil... Olhem bem à volta e percebam quem podem fazer feliz. Amem antes de serem amados, arrisquem. Estimem quem vos ama pois isso é a maior riqueza que se tem. Estejam atentos aos sentimentos dos outros. Sejam voçes mesmos, não tentem mudar a vossa natureza para que vos amem - o amor é incondicional. Isto requer por vezes muita coragem e força para sofrer, mas se atentarem contra a vossa natureza nunca vão ser felizes. Quando tiverem amor, venha ele de onde vier, respeitem-no e estimem-no. Mesmo que não o correspondam, estimem-no... se não o fizerem a vida pode não estimar o vosso.
Na minha perspectiva muito própria, e sublinho que é apenas minha. Opto por escolher o caminho mais difícil mas que no fim é o que pode trazer melhores frutos. Não há mal nenhum em procurar alguém para partilhar a vida. Não é necessário perder a esperança, ou parar de procurar, seja lá o que isso for. Há que ser diferente, e se queremos encontrar algo mágico teremos de procurar amar o outro para o fazer feliz. Depois o amor do outro virá, nessa altura a magia acontece, pois a felicidade do outro virá também com a nossa. Tudo aquilo que vale a pena é dificil de encontrar. Saber amar é saber deixar que nos amem também.
Há que ser subtil e não mostrar descaradamente a nossa busca. Se bem que isso é difícil... Olhem bem à volta e percebam quem podem fazer feliz. Amem antes de serem amados, arrisquem. Estimem quem vos ama pois isso é a maior riqueza que se tem. Estejam atentos aos sentimentos dos outros. Sejam voçes mesmos, não tentem mudar a vossa natureza para que vos amem - o amor é incondicional. Isto requer por vezes muita coragem e força para sofrer, mas se atentarem contra a vossa natureza nunca vão ser felizes. Quando tiverem amor, venha ele de onde vier, respeitem-no e estimem-no. Mesmo que não o correspondam, estimem-no... se não o fizerem a vida pode não estimar o vosso.
Na minha perspectiva muito própria, e sublinho que é apenas minha. Opto por escolher o caminho mais difícil mas que no fim é o que pode trazer melhores frutos. Não há mal nenhum em procurar alguém para partilhar a vida. Não é necessário perder a esperança, ou parar de procurar, seja lá o que isso for. Há que ser diferente, e se queremos encontrar algo mágico teremos de procurar amar o outro para o fazer feliz. Depois o amor do outro virá, nessa altura a magia acontece, pois a felicidade do outro virá também com a nossa. Tudo aquilo que vale a pena é dificil de encontrar. Saber amar é saber deixar que nos amem também.
feliz o destino do inocente vestal esquecendo o mundo sendo esquecido por ele....mas mais q isso basicamente "q se lixe tudo"
ReplyDeleteFuck It! Que Se Lixe!
Descubra a verdadeira liberdade ao perceber que as coisas não têm assim tanta importância
de John Parkin
é verdade que as coisas não têm assim tanta importancia... é tudo relativo ao tempo e ao espaço, mas ter um espirito irrequieto tentando alcançar algo mais, faz parte da natureza humana...
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